Para iniciar os trabalhos dessa área do site, vou escrever uma série sobre a minha visão da Transformação Digital.
Dessa forma, a ideia é, baseado nas minhas experiências, compartilhar um pouco das percepções que tenho sobre tudo esse termo que tanto se fala (e na verdade, pouco se efetivamente faz).
Entretanto, não tenho certeza ainda de quantas partes essa série de textos será composta, uma vez que trata-se de um “work in progress”, mas à medida em que for escrevendo, publicarei aqui.
Definição
No post sobre o verbete: Transformação Digital (leia aqui), apresento a pluralidade de definições que existem atualmente. Isso, por si só já mostra que trata-se de um tema em desenvolvimento, sobre o qual ainda não há consenso, o que o torna particularmente interessante.
O modelo que mais me identifico é o da MIT/SLOAN desenvolvido pelos autores: George Westerman, Didier Bonnet and Andrew McAfee (acesse aqui), mas ainda assim creio que ele poderia ser um pouco mais abrangente e portanto, o defino da seguinte forma:
“A alteração do negócio, em parte ou no todo, por meio da utilização inovadora de tecnologia. Essa transformação pode se dar em uma ou mais das seguintes frentes: Na Experiência do Usuário, nos Processos Operacionais ou no Modelo de Negócios, e deve trazer impactos significantes para a empresa, seus consumidores e/ou para a Sociedade.”
Os desafios
Entendo que o termo exige, ao menos duas coisas: 1) que haja algum tipo de mudança e 2) que essa mudança se dê por meio de elementos digitais (tecnologia, no sentido leigo).
É aí, que no meu ponto de vista, começa o problema. A grande maioria das empresas apresenta um ou mais dos seguintes itens:
- Medo da mudança;
- Não conhece a fundo o seu negócio e a relação com a Jornada do SEU PRÓPRIO consumidor;
- Pouco ou nenhum conhecimento do framework das ferramentas digitais disponíveis ou em desenvolvimento;
- Pouca ou nenhuma experiência da gestão no ambiente da Nova Economia (quando não são refratários a ela);
- Dificuldade de pensar “fora da caixa” e se libertar do padrão SFA (“sempre foi assim”);
- Não tem (e muitas vezes não vê a necessidade de ter) um(a) profissional responsável por capitanear esse processo dentro da empresa.
Assim, se não bastassem todas as questões de infra-estrutura, de barreiras de processos internos, de comunicação dos novos modelos e tudo o mais que qualquer Transformação Digital impõe, esses 6 itens irão dificultar muito (se não impedir) a implantação efetiva de um processo de Transformação Digital.
É sobre o que são e como vencer (ao menos tentar) essas dificuldades, que pretendo tratar nesse série. Fique ligado nos próximos posts!


